Me lembro daquela piscina de plástico que minha avó montava todo final de semana e colocava no final da ruazinha em que ela morava, do lado do convento, no centro da cidade.
Aquela comida gostosa de avó.
Jamais esquecerei da época em que minha prima Nath me assustava com uma casa que ela julgava ser assombrada, o pior é que eu acredito nisso até hoje.
É engraçado lembrar de como eu era feliz, sério.
Meu avô sentado na cadeira dele, que saudade faz aquele velho.
Era feliz em seu canto, me contando histórias de suas viagens pelos mares.
A escuridão em seus olhos não deixava que visse como eu ficava sorridente quando tava perto dele.
Todos os primos e tios reunidos, felicidade.
A época em que eu brigava, por nada, com minha prima Cris.
Mas de puxar o cabelo, sabe? Haha, coisa de criança.
Saudades dos jogos, das reuniões de familia.
Lembro daquele dia em que o vovô passou mal com a canja e deixou todos preocupados, mas deu tudo certo.
Saudade de quando todos brigavam e depois tudo era esquecido e voltava ao normal.